O talento e a vocação são factores-chaves para o sucesso nos desportos de Alta Competição como o atletismo, a natação ou a Formula Um. Há também quem acrescente um outro factor: a sorte. Mas confesso que eu não considero a sorte um factor decisivo pois ela está mais destinada a favorecer os audazes do que aqueles que apenas nela confiam para alcançar os seus objectivos. De modo que, na Alta Competição, é um factor que não é de desprezar mas não deve ser levado em conta pois depende de circunstâncias e condições fora do controlo dos atletas. Ou seja, quem coloca a sorte como factor decisivo, é um potencial perdedor.Então, na Alta Competição, há outros factores muito mais centrais e decisivos, nomeadamente os da esfera psicológica. É disto que trata a Psicologia Desportiva e, mais concretamente, o Mental Training.
O mental training visa a obtenção do máximo rendimento dos atletas. Em Portugal está pouco divulgado e talvez por isso é que temos a tal pouca sorte nos desafios desportivos. Na verdade, para além do talento e do treino físico, é preciso o treino mental que dá aos atletas a energia e a substância necessárias para poderem estar entre os melhores.
Não é por acaso que a Renault Sport envolve os pilotos da sua equipa de Formula Um em programas rigorosos de treino mental. Este é fornecido por psicólogos em Paris. Outras equipas fazem o mesmo mas no "segredo dos deuses" pois o mental training tem as suas subtilezas e os mental trainers são pago a peso de ouro.Mas o que se pretende com o mental training?
1º Desenvolver nos atletas uma atitude positiva, pró-activa e voltada para o alto desempenho e as vitórias.
2º Desenvolver neles altas capacidade de concentração aprendendo a abstrair-se de problemas durante as provas.
3º Aprendizagem de boas tomadas de decisão de forma rápida nos momentos decivos.
4º Definição de metas pessoais.
5º Apuramento da capacidade de entrega, empenho e envolvimento.
6º Aprender a administrar a ansiedade e a controlar o stress.
7º Aprender a governar as emoções.
8º Aprender a usar a vizualização de imagens mentais para treinar o cérebro a trabalhar nos limites.
9º Desenvolver a necessária força mental para superar crises pontuais no decurso das provas e da própria carreira.
10º Aprender a despoletar e a manter a auto-motivação.
11º Aprender a gerir de forma bem sucedida as relações interpessoais com outros "actores" do desporto (colegas, adversários, árbitros, imprensa, etc.).
12º Aprender a construir auto-afirmações (auto-conversa) positivas e desencadeadoras de motivação.
É por tudo isto que cada vez mais empresas que andam na alta competição dos negócios estão a fornecer programas de mental training aos seus executivos!