Na nossa época, conhecimento e informação passaram a constituir a matéria-prima da economia. Fazem parte do material intelectual que pode ser usado para criar riqueza. Parece óbvio. Mas acontece que nem sempre se percebe a diferença entre as duas realidades.Vejamos, então. A informação é algo assim como uma substância que se situa numa posição anterior ao conhecimento. Como tal ela pode ser adquirida, armazenada e possuída por um indivíduo ou uma organização. Pode também ser transaccionada e difundida.
Já o conhecimento é uma criação da mente a partir de informações adquiridas, de experiências vividas e outras aquisições. A informação pode manter-se igual para todos pois ela é exterior à mente. Já o conhecimento é sempre algo que difere de pessoa para pessoa sendo parte integrante da complexidade e imprevisibilidade humanas (Davenport e Prusak, 1998). A aquisição de informações enriquece o conhecimento. A troca de conhecimentos enriquece cada um dos agentes.
Duas equações propostas por Keith Devlin (1999) ajudam a perceber as diferenças conceptuais:
Informação=Dados+Significado
Conhecimento=informação interligada+capacidade para utilizar a informação.
Assim, quando uma pessoa internaliza informação a ponto de a poder utilizar ela adquire conhecimento. Temos então:
(1) Os dados tornam-se informação quando as pessoas os adquirem; (2) a informação torna-se conhecimento quando uma pessoa passa a internalizar a um ponto em que pode fazer dela uso imediato.
Finalmente, a informação existe na mente colectiva da sociedade enquanto o conhecimento existe na mente da pessoa individual (Devlin).
Convem não confundir a informação com a sua representação física (documentos, bits, diagramas e outros suportes.). A informação não é, por conseguinte, física mas abstracta. Situa-se entre o mundo físico e o mundo mental.